Palabras clave:cambios científico-tecnológicosciberespacio internet cibergeografía/geografía apropiación social de la tecnología |
Autor(-a/s):Raul Puigbonet |
|||||||
|
|
||||||||
Esta comunicación ha sido visitada/leida veces |
||||||||
Abstract:El ser humano es la única especie en la naturaleza que posee la capacidad de producir su mundo y crear su propio espacio y tiempo. La producción del mundo por la inteligencia humana le permite superar las restricciones de la naturaleza y sobrevivir como especie. Un nuevo espacio y tiempo son producidos a partir de las nuevas tecnologías integradas en redes telemáticas y un nuevo territorio es construido tecnológicamente. Espacio y tiempo y territorio virtual: el ciberespacio. Un topos en lo heterotopos humano y, como tal, parte constitutivo del ethos moderno. Además de considerar el ciberespacio un espacio producido tecnológicamente, él es también un espacio social, donde ocurren diversas formas de sociabilidad humana y de producción racional de nuevos conocimientos y saberes, pasando por la carga emocional de las cenas lúdicas de la socialización humana hasta las formas más espurias de la vida social. En fin, el ciberespacio es vida humana en su plenitud. |
||||||||
Texto de la comunicación:
A produção do mundo Hanna Arendt no prólogo da Condição Humana se refere a um objeto terrestre feito pela mão do homem lançado ao universo em 1957, que para ela representava o primeiro "passo para libertar o homem de sua prisão da terra" e emendava citando o epitáfio gravado no obelisco fúnebre de um cientista russo: "A humanidade não permanecerá para sempre presa à terra" (1) Arendt refere-se a uma humanidade inserida na natureza agreste, obrigada a vencer os obstáculos e a agressividade da natureza para poder sobreviver, tendo que se refugiar das inclemências da natureza na caverna, encontrar no entorno físico o seu sustento material, ter que se defender da agressão dos animais e dos outros humanos e nesse trajeto o humano inventa a vida humana, se apropria do fogo, produz instrumentos como a faca e a lança, adquire disciplina para a guerra, abandona a vida nômade para tornar-se sedentário, inventa a agricultura e o pastoreio, se organiza na tribo, estabelece hierarquias sociais e finalmente inventa o lar e a vida doméstica. A natureza se apresenta ao ser humano como uma grande extensão material que lhe impõe restrições. Na sua solidão no espaço, preso dentro da terra como se fosse numa nave nas noites escuras, os humanos contemplam o firmamento, as estrelas no céu infinito e ao contemplar desde a sua consciência a vastidão do universo e contemplar-se a si mesmo, o ser humano inventa a primeira representação do espaço: a Terra. A Terra constitui um espaço construído pelo homem para realizar sua própria existência. Novas formas de espaço serão inventadas pelos homens e nesse trajeto histórico emergirá a cultura e a civilização e, deste modo, a vida humana torna-se cada vez mais complexa. Hanna Arendt refere-se a esse processo cunhando um conceito: vita activa como síntese das representações que os humanos produzem e que ela reúne no labor, no trabalho e e na ação. O homem tem capacidade de produzir seu próprio mundo onde ocorre a sua própria existência. O labor assegura aos homens a sobrevivência da espécie e daí emerge o artefacto humano e com ele o trabalho com que se constrói a civilização e nela a ação humana produz o habitat humano, onde viveram nossos antepassados e viveram nossos descendentes. Arendt nos apresenta um ser humano criativo que produz o mundo e como tal esse ser humano é definido como aquele que possui a capacidade de produzir a sua existência e construir o meio material onde ocorre a existência por ele produzida. Arendt evita, deste modo, as restrições do conceito natureza humana de Aristóteles e apresenta a condição humana como "[...] a soma total das atividades e capacidades humanas que [...] constituem características essenciais da existência humana no sentido de que, sem elas, essa existência deixaria de ser humana. Mudança mais radical da condição humana que podemos imaginar seria uma emigração dos homens da Terra para algum outro planeta." (2) Uma outra leitura, pode ser feita para compreender o ser humano como produtor do seu próprio mundo e como construtor das diversas camadas de espaço, tempo e território, no processo semiótico de elaboração de representações cognitivas da natureza, onde ocorre a existência material humana. O homem construtor de si mesmo e de seu entorno material, a poiese a que se referia Heidegger, que mais tarde será traduzida como autopoiese por Humberto Maturana e Francisco Varela. (3) Pierre Lévy realiza uma interpretação do processo histórico, desde os tempos primordiais na natureza agreste, passando pela invenção da Terra e do território, pela construção da sociedade e a universalização das trocas de mercadorias até chegar ao saber abstrato e a produção de conhecimentos e saberes. Lévy apresenta o mundo como um produto da consciência humana, isto é, a concretude da existência humana decorre das figuras da representação produzidas cognitivamente na forma de esquemas mentais – no sentido de Piaget - que antecedem a morfologia concreta da existência real. (4) Lévy nos fala de quatro espaços: a terra, o território, o espaço das mercadorias e o espaço do saber. (5) O primeiro espaço, representa a Terra, sede da vida humana da qual o homem forma parte como espécie. O humano produz a representação da natureza (Terra) e representa-se a si mesmo (homem) e representa os instrumentos que lhe permitem sobreviver dentro da natureza (trabalho) e, simultaneamente, representa o espaço dentro do qual podem existir e coexistir os homens (sociedade) A Terra, o homem e a sociedade são os primeiros inventos da humanidade. Um longo período de tempo se passa e o humano transita a natureza como nômade e tempo depois torna-se sedentário, fragmentando a Terra que ele mesmo inventou, ocupada pelo homem num círculo circunscrito denominado território. O segundo espaço é inventado: o território. A consciência humana converte a natureza em Terra e a fragmenta na forma de territórios. As representações da Terra e do território abrem caminho para a conquista e dominação da natureza. Constituído o território e dominada a natureza, a consciência humana inventa a sociedade e as formas sociais e a partir delas se materializa a civilização. Muitas civilizações são criadas e muitas são destruídas no curso da história. Uma delas particularmente terá profundas conseqüências na história da humanidade, a civilização européia ocidental. Ela se constitui mediante valores universais e desde o início manifesta um claro interesse de ocupar e dominar o planeta como um todo. A civilização pode ser interpretada como um processo que produz as formas de convivência social e com elas uma nova representação é produzida: o Estado territorial, que nasce como força imperial voltado para a conquista e a expansão territorial. Essa potência imperial na civilização ocidental estará associada ao capitalismo, como sistema de produção de riquezas que se materializa numa rede de trocas (mercado). O Estado territorial europeu universaliza seus valores e torna o capitalismo forma de produção econômica dominante no planeta como um todo. O capitalismo como sistema social somente pode ser compreendido quando se percebem as figuras da representação que ele produz como as trocas, o contrato, a sociedade anônima, a moeda fiduciária, o lucro e o salário e assim por diante. Uma terceira forma de espaço é invendada: o espaço das trocas de mercadorias. Finalmente temos o espaço do saber que é um espaço abstrato fundado no mundo das idéias, na capacidade humana de imaginar mundos, culturas e civilizações. Reencontramos aqui o Fenômeno Humano de Teilhard de Chardin e a noosfera, o mundo das idéias, o estágio avançado da humanidade exacerbado pela abstração e pleno domínio da consciência, onde a vida torna-se abstração pura e o conhecimento e o saber chegam próximos do absoluto. Estamos diante de uma nova revolução humana, uma nova forma de espaço: o ciberespaço. Um extenso espaço e território virtual constituído pela interconexão das tecnologias cibernéticas, sejam elas os computadores, os objetos dotados de inteligência artificial ou mesmo os telefones móveis dotados com tecnologia infográfica. Espaço e território tecnológico produzido por tecnologias através de tecnologias que operam na velocidade da luz, tendo como cenário o planeta como um todo. O ciberespaço nasce como um espaço planetário que abrange a Terra na sua completude. Encontramos uma vez mais a intuição de Hanna Arendt e a luta do humano se liberando da prisão da natureza. A partir do momento que na circunavegação da luz é possível executar operações de qualquer natureza, em qualquer parte do mundo, não é mais possível pensar o espaço mediante categorias lineares. O espaço torna-se crítico, a-linear, está em todas as partes e pode ser atingido instantaneamente desde qualquer parte do planeta, na velocidade da luz. A luz nos conduz pelo planeta como um todo e nela luz a geografia já não mais oferece restrições para nossos deslocamentos pelo planeta. O caráter distintivo das novas tecnologias é a presença da luz que produz a velocidade e os deslocamentos incorpóreos. A luz cruza o espaço através das tecnologias de redes e provoca uma nova morfologia do planeta. Permite que em instantes possamos estar em qualquer parte do planeta e executemos uma diversidade de ações à distância. Apesar de estarmos distantes estamos presentes e na presença podemos executar muitas ações diferentes, sem necessariamente estar aí no local onde executamos nossas ações. Nas tecnologias de redes navegamos nas ondas da velocidade. O mundo tornou-se mais rápido, os processos sociais tornaram-se velozes. Paul Virilio nos convida a perceber esta realidade desde a ótica da velocidade. Tudo se torna veloz mediante as novas tecnologias e o incremento da velocidade altera a natureza do espaço. A velocidade altera a dimensão do tempo e o espaço torna-se curvo. Virilio encontra Einstein e a teoria da relatividade e concebe o conceito dromology, como o supremo domínio da velocidade na existência humana. (6) A velocidade dos processos atingida mediante a luz derruba numerosas barreiras físicas, que durante muito tempo condicionaram a vida dos homens. Virilio destaca a barreira do som derrubada pelo avião supersônico, as barreiras do calor derrubadas pelos foguetes e a barreira da luz alcançada pelas redes digitais. Nada pode ser mais veloz que a luz e deste modo a luz se torna a última barreira da humanidade. Atingimos um ponto culminante do desenvolvimento humano, o ponto mais elevado da vita activa de que nos falava Arendt. Desfez-se o espaço e o tempo absoluto. "O tempo já não é mais inteiro, mas indefinidamente fracionado em tantos instantes, instantaneidades quanto permitem as técnicas de comunicação e telecomunicação." (7) Ao tempo extensivo da cronologia da história onde o que contava era a qualidade infinitamente grande de tempo, sucede o tempo intensivo, onde se aprofunda o infinitamente pequeno, da duração de um tempo microscópico. (8) Tudo acontece instantaneamente, no fragor da fração de um segundo, no vetor de uma velocidade, que não mais serve para expressar a distância entre dois pontos e sim para revelar a verdade dos fatos, para ver e conceber a realidade. Tempo relativo que engloba o espaço. Na velocidade e na relatividade do tempo propiciado pelas redes eletrônicas, o espaço muda de natureza, torna-se virtual, converte-se em espaço abstrato. O tempo absorve o espaço e no momento em que a velocidade no espaço alcança o grau absoluto mediante a velocidade da luz, o tempo se faz relativo num espaço imóvel. A humanidade é conduzida para uma inércia polar, produzida pela vertigem de espaço imóvel, onde tudo se move com velocidade, mas a velocidade só acontece no meio dos computadores radicados no "local". Tudo se torna relativo. (9) Uma nova dimensão espaço-temporal que muda a noção de espaço como categoria social. As coisas no mundo passam a funcionar instantânea e simultaneamente, tendo o mundo como cenário, provocando o encontro de indivíduos que se encontram em diferentes lugares do planeta sem contato físico. Esta possibilidade nos indica uma nova realidade do espaço físico. Agora é possível uma interação informacional, onde não conta a distância física nem a presença concreta dos atores na interação social. Podemos nos relacionar e interagir mediante essas relações estando em lugares diferentes. O espaço se fraciona em pequenos componentes, dividido e quadriculado por linhas luminosas e sob essas linhas o espaço é reticulado e as relações sociais são reticulares. As relações sociais no espaço reticular sofrem profundas transformações na economia, na medida em que passam a existir numa dicotomia, entre a dimensão local, dentro das treliças do espaço em rede e a dimensão global, tendo em vista que por meio dos raios de luz atinge o planeta como um todo. A supremacia da distância dirá Virilio em que a velocidade se sobrepõe ao espaço e ao tempo. O espaço é recortado e o tempo fica curto e nesse processo já não mais temos consciência de quanto espaço e quanto tempo estão envolvidos em cada trecho da ação social. Muda a natureza do processo social a partir da velocidade e na velocidade se restaura a "grandeza primitiva" da organização pré-geométrica do espaço, que não mais é geométrico, pelo menos em termos da geometria de Euclides. (10) Estamos dentro de um complexo multiforme e nessa transição perdemos a simplicidade e tudo se tornou complexo, para sermos envolvidos em círculos concêntricos que se movem velozmente, formando em cada movimento uma morfologia particular. Estamos dentro de uma estrutura formal em movimento, tudo muda o tempo todo, tudo se transforma a cada instante, na fugacidade do segundo, como o banho no rio com que Heráclito questionava filosoficamente a dialética. Difícil, porém, é expressar esta situação dentro de uma geometria linear, na medida em que estamos submersos numa dinâmica poliformal. Aquela velha questão colocada à tona por Deleuze e Guattari, a dificuldade de representar o mundo linearmente quando somos invadidos por uma pluralidade de linguagens e estamos diante de uma polifonia de vozes e simultaneamente dentro de uma poliformalidade polivalente. O mundo tornou-se plural. Essa pluralidade se torna mais complexa a partir do momento em que a imagem aparece como mediadora da existência concreta dos homens no mundo e a imagem nos obriga a um estado de constante e permanente prontidão cognitiva. (11) Somos conduzidos para um mundo das imagens e elas são imagens em movimento. Esse processo complexo tem uma inteligência. Trata-se da lógica do complexo, de uma ordem que muda a cada instante e em cada movimento produz imagens em policromia e essa imagética representa uma forma que nunca é definitiva, porque a lógica do complexo é a lógica do movimento que não tem fim. Imagem pode ser vista como aparência, mas também pode ser vista como essência. Estamos de volta para o velho debate da filosofia clássica sobre a essência e a aparência. A coisa (objeto) é essência e tmbém é aparência. Encontramo-nos diante do questionamento aristotélico sobre a estética das coisas. A filosofia de Aristóteles nos mostra que as coisas são essências e como tais são aparências e se as coisas têm aparência então elas têm uma estética envolvida em si mesma. Todo objeto tem uma imagem e, por conseguinte, tem uma estética particular. As tecnológicas cibernéticas e as suas linguagens visuais oferecem o arcabouço material para construir um mundo imagético, um mundo permeado por uma enorme diversidade de imagens, porém as imagens não podem se sustentar por si mesma, aliás, a imagem por si mesma não tem nenhum sentido, na fotografia, no cinema, na televisão ou na tela de um computador. Para vingar as imagens é preciso algo mais que simplesmente imagens. Faz-se necessário a presença ativa do mito, o poder mítico que se impõe a sociedade e sedimenta a coesão social com o fulgor do imaginário. Desta maneira renascem os mitos e com eles o totem e o rito, como elemento de reconhecimento e do sentimento de pertença à comunidade. A força do mito produz laços sociais e gera uma sociabilidade imagética, governada por novos e antigos mitos. O mito da beleza, como a moça nua que nos oferece uma nova marca de sabão no outdoor de rua e que usa a força da sedução para instalar no nosso subconsciente a lógica do consumo. O mito da força do guerreiro másculo ou na presença salvadora dos heróis que vem redimir nossa vida social. Nessa ordem de coisas a vida humana torna-se imagem e as pessoas são cooptadas para percebê-las, não apenas com os sentidos, mais com a mente, com a cognição, e assim a vida torna-se abstração pura, virtualidade plena. O mundo se converte numa coleção de objetos "imajados", o que faz lembrar a frase de Paul Valery no início do século vinte "somos nada mais que fantasmas organizados". Apesar das imagens, a percepção do real não consegue desaparecer. Podemos viver no vídeo e navegar na rede no mundo imaginal da realidade virtual. Mas somos seres vivos e mais cedo nossos corpos se sentem na vida real e assim revivemos em sociedade e nos encontramos com a tradição da comunidade, com a força do poder e com a violência do cotidiano que nos remetem de novo ao real e nos faz lembrar que somos seres vivos. Quando despertamos do sonho imaginal da mídia e da Internet, percebemos logo a aparência do real nos momentos corriqueiros de nossas vidas e logo nos convencemos de que o mundo não é apenas aparência é também essência. Deste modo a percepção do real torna-se um imperativo em nossas vidas. Daí os perigos do grande acidente a que se refere Virilio, na sua crítica ácida ao ciberespaço. Quando a percepção do imaginal oculta a percepção real e quando confundirmos a imagem mítica do ciberespaço com a imagem real de nossas vidas, estamos de novo diante do ópio dos povos, que não mais é o rito religioso e sim a overdose imaginal que pode conduzir para extinção da humanidade como espécie inteligente no planeta Terra. O ciberespaço longe de nos conduzir para a utopia atraente de um mundo imaginal pode nos conduzir para uma humanidade que extirpou a sua própria percepçao e, assim, nos adverte Virilio, seriamos conduzidos para o holocausto de uma espécie inteligente que se auto-produz e atinge a extinção por causa das suas próprias ações, uma forma menos violenta, mais tão perversa como a guerra atômica. (12) Paul Virilio nos apresenta as máquinas de visão como mecanismos de automação da percepção e como forma de uma visão artificial ou nas suas próprias palavras, a delegação para as máquinas a análise da realidade objetiva. Temos aí um novo exemplo de uma vida humana que se torna imagética. As máquinas de visão de Virilio, porém, nos descreve a reversão do fenômeno estético. Não somos nós que contemplamos as imagens, as máquinas com sua visão autônoma nos contemplam, nós mesmos nos tornamos imagens, nos convertemos em objetos imajados. As máquinas nos observam em nosso próprio mundo, em nossa vida cotidiana, buscando o sentido oculto de nossos movimentos, tentando entender nosso pensamento, adivinhando nossas ações, mesmo antes delas serem executadas. (13) A frase de Paul Klee, "Agora que os objetos me observam", Virilio cita para questionar a presença das máquinas dotadas de visão própria. Somos observados a cada instante, a cada momento por máquinas produzidas para dar origem as imagens autônomas. A automação da percepção por meio de máquinas de visão infográficas. A imagem de síntese, produto de um programa infográfico. [...] Após o processamento de imagens digitais na criação auxiliada por computador, eis que chega o tempo da visão sintética o tempo da automação da recepção. [...] Qual serão os efeitos, as conseqüências (teóricas e práticas) sobre nossa própria 'visão do mundo' dessa atualização da intuição de Paul Klee. (14) As imagens produzidas por computador cruzam o espaço na velocidade da luz, alteram a percepção do real e o real agora depende da celeridade da transmissão das aparências e não mais da aparência da atmosfera. As imagens instantâneas circundam planeta, produzem-se e trocam-se imagens nos quatro cantos do planeta, com eficiência, celeridade e instantaneidades. O problema radica em que muitas dessas imagens são produzidas por mecanismos de inteligência artificial integrados em rede. A partir do momento em que existe a visão artificial, já não mais se pode pensar na transparência do espaço, nem mesmo numa transparência do social. O problema da transparência não radica apenas no grande acidente de que nos fala Virilio, na confluência entre visão natural e visão artificial, o problema radica no fato que a visão artificial é produzida de forma autônoma. Virilio adverte que o debate sobre as máquinas de visão deve ser feito em torno de uma situação, máquinas produzindo imagens por si mesmas, sem a presença humana. A máquina de visão precisa ser considerada desde a perspectiva da mediação que a mente humana exerce no processo tecnológico. A tecnologia precisa ser compreendida a partir da presença humana, da intencionalidade imanente nos processos humanos e o poder discricionário restrito até o presente momento à mente humana. Toda máquina nasce da representação humana e esta representação revela desde o início uma intencionalidade específica e particular. Em última intância quem produz a imagem da máquina de visão é a consciência intencional que produz a máquina. Por esta razão precisamos de uma sociologia que nos explique esta situação, mais precisamente de uma teoria do poder social, na medida que a consciência intencional envolve um elo de dominação social, neste sentido pode ser útil a perspectiva do panóptico de que Foucault apresenta em Surveiller et Punir, ao considerar o projeto prisional de Jeremy Bentham no século XIX, onde o importante não é vigiar o indivíduo e sim fazer que ele se sinta vigiado. (15) Foucault nos apresenta um sistema de poder que se expressa numa arquitetura particular que nós podemos extender para uma arquitetura maquínica onde o poder não se limita mais ao corpo humano. O poder chegou a limite sublimar da consciência. Lembremos o romance 1984 de George Orwell, escrito na década de quarenta do século vinte, onde a tecnologia assumia a forma sublimar do poder que entronizava o poder supremo do Big Brother. Somos conduzidos a um espaço permeado por imagens. As imagens transpassam o espaço e o espaço torna-se imagético. As imagens são produzidas nos quatro pontos cardinais do planeta e circulam a grande velocidade e progressivamente se dilui o controle tanto da produção como da circulação. A imagem se faz onipresente no espaço e a interação social passa ser mediada por imagens conscientes ou inconscientes. A vida humana é permeada por imagens e, assim, ela torna-se aparência e, considerando que as imagens possuem a elasticidade do movimento propriciada pela tecnologia, a aparência torna-se estética, uma estética em constante movimento, no desfile fátuo das imagens maquínicas. Paul Virilio refere-se a uma experiência realizada na Internet, onde uma jovem americana Jane Houston, de dezenove anos, permitiu que diversas câmeras de vídeo focalizassem cada um dos atos de sua vida cotidiana e que essas imagens fossem exibidas em rede via Internet vinte e quatro horas por dia. De qualquer parte do planeta um espectador, mediante um aparelho fixo ou móvel, poderia observar todo e qualquer movimento da moça, podendo sugerir movimentos que desejasse observar nela. Uma espécie de cumplicidade entre a jovem americana e os habitantes do planeta como um todo se estabeleceu. "L'emergence d'um nouvelle sorte de tele-vision, non plus charge d'informer ou de divertir la masse de telespectations, mais d'exposer dénvahir l'space domestique dês particuliers a la exemple de um nouvel eclairage suceptible de revolutionner la notion d'unite de voisinage d'um immueble ou d'um quartier" (16) Estamos diante de um espaço onde existe uma crescente supremacia das imagens digitais e onde as relações entre os indivíduos são mediadas por imagens e nessas imagens, a comunicação torna-se onipresente e de imediato surge uma pergunta sobre a transparência dos espaços e dos lugares. "La transparence dês lieux, dês volumes d'habitation... transparence purement mediatique de l'space reel dês vivants [...] transparence dês apparences instantanément transmises a distance." (17) O espaço heterogêneo As relações humanas se desterritorializam e agora por meio das novas tecnologias é possível construir relações sociais fora da geografia. As possibilidades técnias, porém, não eliminam a geografia que persiste premente na nossa existência. O habitante das redes telematicas está sentado numa cadeira frente ao computador ou caminha na rua com o celular, ocupando u lugar na geografia do planeta. O homem moderno com a mediação da tecnologia vive uma dualidade entre estar num ponto do espaço e no tempo cosmológico e ao mesmo tempo estar nos espaços maquínicos realizando aquelas estranhas viagens sem partida e sen chegada. È a propósito desses nômades que se pode dizer como sugere Toynbee: eles não se movem. São nômades por mais que não se movam, não migrem, são nômades para manterem um espaço liso que se recusam a abandonar, que só abandonam para conquistar e morrer. Viagem no mesmo lugar, esse é o nome de todas as intensidades, mesmo que elas se desenvolvam também em extensão. Pensar é viajar. (18) Os homens vivem e existem conectados, interagindo com o próximo que não está próximo, um próximo que é distante, mas apesar de estar distante está próximo porque a rede de comunicação a despeito da distância os aproxima na confluência de espaços distantes mais conectados como nós de uma imensa teia de aranha. Nesse estado de coisas, o conceito habitar adquire um grau de relatividade perante o conceito de espaço e tempo, ou seja, habitar não mais significa estar num ponto no espaço subordinado ao fluir do tempo, como queria Heidegger, tendo em vista que podemos mediante o poder da representação imaginária da mente humana e das máquinas, trafegar simultaneamente por diversos espaços e por muito tempo, sem ter que nos restringir às fronteiras do lugar. Espaço torna-se conectividade e estar no espaço é estar conectado, é fazer parte de uma intensa rede de interações, de vivências e de experiências das redes telemáticas. Um espaço simultâneo constituído pela justaposição em forma de camadas, por uma diversidade de espaços. Um espaço múltiplo onde estar próximo ou estar distante torna-se conceito relativo, de modo que podemos estar próximos estando distantes ou estar distante e, simultaneamente, estar próximos. O espaço exacerba o seu caráter cognitivo e as suas interações assumem uma natureza semiótica. O espaço é permeado por uma intensa produção de sentido. A vida torna-se simbólica, a existência passa a ser semiótica. O espaço da simultaneidade e da justaposição: o heterotopos. Foucault nos provoca a pensar num espaço heterogêneo, começando desafiando perceber as camadas múltiplas da subjetividade que envolve, sonhos, paixões, frustrações e que forma o emaranhado com o espaço externo de modo que nunca se saiba onde está a dimensão interna ou externa do espaço. O espaço não é uniforme e ele faz essa referência quando argumenta que a secularização do espaço nunca foi completada a contento: "o espaço contemporâneo não foi ainda totalmente dessacralizado". O tempo, enquanto categoria, foi arrancado da esfera do sagrado. Os relógios no mundo pré-moderno eram instrumentos sacros que regiam o período da oração e da prática dos monges nos monastérios. Foucault indica que a sacralização do espaço começa a ser feita por Galileu. Sendo assim, podemos deduzir que o espaço e o tempo possuem uma dimensão simbólica e, por conseguinte, uma dimensão semiótica transcendente. O espaço torna-se cognitivo e as interações que ocorrem no seu interior são de natureza semiótica. O espaço social passa a ser dominado por uma intensa e simultânea produção de sentidos. A vida torna-se simbólica, a existência passa a ser semiótica. O espaço da simultaneidade e da justaposição a que se referia Foucault numa conferência que resultou num texto curto mais pleno de sentido e de extrema atualidade. L'époque actuelle serait peut-être plutôt l'époque de l'espace. Nous sommes à l'époque du simultané, nous sommes à l'époque de la juxtaposition, à l'époque du proche et du, lointain, du côte à côte, du dispersé. Nous sommes à un moment où le monde s'éprouve, je crois, moins comme une grande vie qui se développerait à travers le temps que comme un réseau qui relie des points et qui entrecroise son écheveau." (19) Uma das várias heterotopias a que ele se refere na sua conferência e que ele dá como exemplo colocando frente ao espelho o sujeito e indicando como ele perde seu sentido e como não sabe onde está. Aqui no corpo físico ou no espelho ou está simultaneamente no corpo e no espelho, entre o espaço real e o espaço produzido. O sujeito localizado no espaço real frente a um ponto virtual (o espelho), que é um espaço virtual, que pode ser tão real quanto o próprio espaço real, que por sua vez pode ser tão virtual quanto o próprio espaço virtual. O lugar (topos) não se torna u-topos, se torna heterotopos. As heterotopias provocam uma profunda reviravolta na concepção de espaço e de tempo. Não apenas desaparece a linearidade espaço-temporal, como muda profundamente a idéia que temos do espaço e, diante disto, o lugar como categoria se converte numa sucessão de círculos onde a proximidade e a distância não mais se refere à localização dos corpos e sim às posições dentro dos círculos concêntricos que se movem constantemente. En face de ces hétérotopies, qui sont liées à l'accumulation du temps, il y a des hétérotopies qui sont liées, au contraire, au temps dans ce qu'il a de plus futile, de plus passager, de plus précaire, et cela sur le mode de la fête. Ce sont des hétérotopies non plus éternitaires, mais absolument chroniques. Telles sont les foires, ces merveilleux emplacements vides au bord des villes, qui se peuplent, une ou deux fois par an, de baraques, d'étalages, d'objets hétéroclites, de lutteurs, de femmes-serpent, de diseuses de bonne aventure. (20) As heterotopias pressupõem múltiplos espaços num espaço real único e indica a existência de muitos lugares num lugar real único, que por si mesmo seriam incompatíveis, que estão juntos e dentro dessa justaposição se encontra o sujeito. Se pensarmos esta situação não mais em forma bidimensional ou tridimensional, senão dentro da possibilidade de múltiplas dimensões, a exemplo da matemática de Riemann e após isto colocamos movimento e fazemos do movimento estamentos temporais, percebe quão revolucionária foi a idéia formulada por Foucault. O mais importante, neste momento, é que as heterotopias nos oferece uma possibilidade para representar o espaço técnológico que denominamos ciberespaço, assim como nos oferece uma possibilidade para localizar os territórios virtuais na complexidade espacial e temporal da existência humana. A sociabilidade no ciberespaço Apesar do anunciado reino da racionalidade suprema e do império do conhecimento e da ciência e tecnologia, a humanidade reencontra progressivamente a tradição, relegada na modernidade para um segundo plano na dimensão do antigo e do primário. A humanidade não consegue enterrar a tradição. Maffesoli refere-se a um reencantamento do mundo em contraponto com o diagnóstico da modernidade de Weber. (21) Perante todas as dificuldades da vida humana e diante das promessas, frente a todas as crises o homem noderno, longe de sentir o fascínio da racionalidade se refugia no contexto da sua própria cultura e assume como identidade, os hábitos, os mitos, as tradições que formam parte do commom sense da sua comunidade. Renasce a cultura no cotidiano e se fortalece a vida comunitária. Enquanto o mundo é atingido pela violência da revolução científica e tecnológica, com frenesi, milhões de indivíduos se refugiam nas tribos e fortalecem os vínculos comunitários. Enquanto o mundo é atingido pela revolução científica e tecnológicca, milhares de indivíduos se refugiam nas tribosm nas formas mais elementares de associações, onde se fortalecem os vínculos comunitários.O homem moderno descobre o fenômeno da comunidade como forma de sociabilidade humana, No reencontgro da vida tribal o sujeito se submete no éter do lúdico e redescobre o exercício da libido mediado pelas novas tecnologias. (22) O culto da líbido não seio das novas mídias não se refere apenas ao jogo da sedução, nem ao softcore, como no naturalimo, senão que é revelado de forma explícita mediante imagens digitais policromáticas, como os milhares de sites na Internet, nas centenas de salas de conversa onde milhares de indivíduos vivenciam o exercício lúdico múltiplo da Internet. Muito antes do crescimento da Internet, Maffesoli advertia mudanças na vida cotidiana do homem da alta modernidade, sublinhando a convivência social em grupos fragmentados e em comunidades fechadas. O renascimento da comunidade, da vida tribal segmentada, converte os homens em participantes que compartilham os sentidos de uma linguagem codificada e os significados de sistemas simbólicos fechados, que lhes serve de identidades. O novo comunitarismo pressiona a teoria social que tem dificuldade para tratar essa diversidade social contemporânea, para o qual pouco ajuda os modelos meta-sociais que desconhecem a vida social em nível microscópico. Maffesoli resgat Simmel e traz à tona a socialidade, como uma forma de representar a vida social, vista nos pequenos momentos da vida cotidiana, nas pequenas coisas do dia-a-dia, no lar, no espaço público, na frente do televisor ou do computador, onde se constroem as relações sociais na sua plenitude. Estamos diante de uma forma de perceber o social através da encenação, do lúdico, das mascaras a que se referia Simmel, enfim o homem e a sua complexidade. "l'hommerie esse mito de grandeza e de infámias, de idéias generosas e de pensamentos mesquinhos e de arraigamento mundano, em suma, o homem." (23) A Internet é hoje um vasto espaço virtual onde acontecem as mais diversas formas de interação social e onde não se compartilham somente conhecimentos. Não se trata de um espaço onde ocorre a racionalidade objetiva, pelo contrário, nesse vasto espaço informacional encontramos as mais diversas formas de sociabilidade humana. Desde a produção de conhecimento, de ciência e de tecnologia até os mais sinistros aspectos da alma humana, desde as transfigurações das personalidades múltiplas, passando pela ingenuidade dos encontros na rede, pela virtualidade das relações sexuais via computadores que provocam raras formas de satisfação sexual, até chegar às formas escuras de convivência social e política, como a pedofilia, o terrorismo, o fundamentalismo, o racismo, sem deixar de considerar o assalto cibernético aos bancos e a lavagem de dinheiro. Nietzsche diria a alma humana com suas luzes e suas trevas! O homem moderno se converte num consumidor de objetos móveis, de objetos de performance, um consumidor de símbolos e ícones, onde a representação constitui-se objeto de consumo, produtos que geram satisfações intrinsecamente subjetivas. O consumo perpassa o corpo e se radica no subconsciente compartilhando agruras do Id, conforme a metapsicologia de Freud. Tudo é aparente e nada mais é real, nem o próprio poder político se salva desse carnaval de imagens, em verdade a política mesma torna-se carnaval, um jogo de cenas e nessa ciranda a soberania do povo desaparece no encanto da contemplação, no desfile das imagens produzidas pelos publicitários em forma de propaganda política. A vida pública e o processo político tornam-se fábrica de celebridades, onde o político converte-se em imagem instantânea. A imagem sepulta a sofística do debate argumentado. O homem submerso num labirinto profundo onde a racionalidade e a razão já não mais constituem o farol que guia a nau de Ulisses para o porto seguro. A razão se confunde na imersão virtual com as emoções, contamina-se com o lúdico, mistura-se com o abstrato, com o fictício e, nesse trajeto, abrem-se portas profundas da psique, liberando o Id do peso subjugador do superego, que segundo Freud, eram caracteres da civilização humana. Baudrillard faz uma advertência sobre um holocausto que coloca em risco o homo sapiens. "O homem virtual imóvel diante do computador, faz amor pela tela faz cursos por teleconferências. Torna-se um deficiente motor e provavelmente cerebral também. Esse é o preço para que ele se torne operacional. Como se pode prever que os óculos ou as lentes de contato serão, um dia a prótese integrada de uma espécie da qual o olhar tenha desaparecido, também é de temer que a inteligência artificial e seus suportes técnicos tornam-se a prótese de uma espécie das quais as idéias tenham desaparecido." (24) Conclusão Uma das características do processo de constituição da civilização humana é a capacidade do homem de produzir o mundo e de construir cognitivamente o espaço e o tempo humano. O espaço e o tempo são uma construção humana, um produto da cognição humana, uma obra do pensamento. O ser humano é assim a única espécie da natureza capaz de produzir seu próprio habitat e, por conseguinte, criar as condições da sua própria existência. O ser humano produz seu próprio espaçõ e o seu próprio tempo e essa espacialidade e temporalidade produzidas cognitivamente deve ser considerada como uma pluralidade espacial e temporal de forma que poderíamos nos referir a um ethos que não se encontra no topos e sim a um ethos radicado no heterotopos. Uma sociabilidade múltipla que ocorre a partir da ação intencional dos sujeitos nas diversas camadas de espaço e tempo. Uma das formas mais complexas de espaço e tempo na civilização é o ciberespaço, no sentido de uma pluralidade de artefactos tecnológicos, sejam eles computadores, telefonia móvel ou agentes de inteligência artificial que constituem um espaço tecnológico virtual mediante a comunicação telemática. Esse espaço virtual constitui uma camada de espaço e tempo, entre outras muitas outras camadas espaciais e temporais, contribuindo para dar complexidade maior ao heterotopos humano. Igual que todas as outras camadas do hiperespaço humano, o ciberespaço constitui um ambiente onde ocorrem as mais diversas formas de sociabilidade humana e progressivamente está se tornarndo também um espaço político onde ocorre o processo do poder social, de forma que podemos raciocinar o ciberespaço nos termos da teoria do poder de Foucault. A produção do ciberespaço ocorre mediante processos tecnológicos, porém não deveriamos considerar o ciberespaço como fluxos informáticos e sim como uma expressão da complexidade da vida social humana, com seu potencial criativo como quer Lévy no seu projeto de inteligência coletiva e com todas as mazelas da vida social, com os perigos da própria extinção do ser humano inteligente como nos adverte Baudrillard. [1 ] Hanna Arendt. A Condição Humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003, p. 9. [2] Arendt, 2003, p. 18. [3] Humberto Maturana e Francisco Varela. De Máquinas e Seres Vivos. Autopiese – A organização do Vivo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. [4] Jean Piaget. Biologia e Conhecimento. Petrópolis: Vozes, 2003. [5] Pierre Lévy. A Inteligência Coletiva. Por uma Antropologia do Ciberespaço. São Paulo: Loyola, 1998, p. 115. [6] VIRILIO, Paul. Cyberwar, God and Television. C-theory. Interview with Paul Virilio, 1998. Disponível na Internet: http://www.c-theory.com. Capturado em 09 de janeiro de 2001. [7] Paulo Virilio in F. Menezes Martins; J. Machado da Silva, Para Navegar no Século XXI. Porto Alegre. Sulina, 2000, pp. 113-114.. [8] Virilio in F. Menezes Martins; J. Machado da Silva, 2000, p. 115. [9] Paul Virilio. A Ineércia Polar. Losboa: Dom Quijote, 1993. [10] Virilio, 2000, p. 113. [11] Gilles Deleuze e Felix Guattari. Nil Platôa. Capitalismo e Esquizofrênia. São Paulo, Ed. 34, 1995. [12] Paul Virilio. El Cibermundo, la Política de lo Peor. Madrid: Catedra, 1999. [13] Paul Virilio. A Máquina de Visão. Rio de Janeiro: José Olympo, 2002. [14] Paul Virilio. A Imagem Virtual Mental e Instrumental in André Parente, André. Imagem-Máquina. A Era das Tecnologias do Virtual. Rio de Janeiro: editora 34, 1993, p. 130. [15] Michel Foucault. Vigiar e Punir. Nascimento da Prisão. Petrópolis: Vozes, 2001. [16] Paul Virilio. S'observer et se Comparer san Cesse la Reigne de la Delation Optique. Le Monde Diplomatique, 1998. [17] Virilio, 1998, p.20. [18] G. Deleuze; F. Guattari. Mil Platôs. Capitalismo e Esquizofrenia. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995-1997, 5v, p. 187. [19] Michel Foucault. Des espaces autres. Conferência ministrada no Cercel d'estudes architecturales o dia 14 de março de 1967 e que se encontra publicado em Architecture, Moviment, Continuité, n° 5, octobre 1984, pp. 46-49. Texto eletrônico disponível na Internet no site Foucault.com. [20] Foucault, 1984, ed. cit. [21] Michel. Mafessoli. O Tempo das Tribos. O Declínio do Individualismo nas Sociedades de Massas. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000, p. 117. [22] Raul Puigbonet. Crítica da razão objetiva. A complexidade humana e as novas tecnologias. Salvador, Veritati, 2 (3), 2003, p. 197. [23] Maffesoli, 2000, p. 19. [24] Jean Baudrillard. A Transparência do Mal. Campinas: Papirus, 1992. p. 60. |
||||||||
|
Esta obra esta publicada bajo la licencia Reconocimiento - NoComercial - CompartirIgual 2.5
|
Esta comunicación ha sido visitada/leida veces |
||||