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MASSUH,Vitor, 1999, Cara e contracara, unha civilizaçao a deriva?.
Buenos Aires,Ar Ed.Emeccé
Autor/-a de la reseña: Beatriz Helena De Souza Brandão
MASSUH, Vitor, 1999: Cara y contracara, ¿una civilización a la deriva?, Buenos Aires, Argentina, BRANDÃO B. y RIZIO, F., 2002: La técnica y el hombre: una reflexión en nuestra actuación/Universidad Nacional de General San Martin/Ar (Revisión2008)
Traducción de la reseña al castellano: http://www.cibersociedad.net/recursos/ressenya.php?id=65
´O progresso humano caminha em varias direções (as do bem e as do mal), simultaneamente´.
Podemos participar em sua intensidade nas atitudes contrarias binômios de criação-distorção, abundância-escassez, tirania-liberdade, racional-irracional, totalidade-fragmento, violência-não violência, santidade-crueldade.
O autor observa a inevitabilidade de sua presença na luta histórica ser responsável pela justificativa e evolução do homem com interferência fenomenológica nas situações e valores culturais. Às vezes pode ocorrer a interferência tecnológica mais rápida que as idéias.
Poderíamos pensar que opostos tais como florescimento e decadência, esperança e desesperança, justiça e crime, sofrimento e alegria, ordem e desordem teriam graus de desenvolvimento nas distintas épocas?
´A sabedoria estimula os opostos , não os resolve ,culminando em polifacetismo´.
Há dependência do gerenciamento de idéias e formas pelo homem, trocando o sentido das ações no tempo com inserção na produtividade e caracteres de cada época. Porém a perda do imediatismo do polifacetismo não pode deixar morrer as idéias e opiniões com reflexo de suas conseqüências para o homem,e reinicio constante.Destaca-se o estudo de fatos contemporâneos com questionamentos da perspectiva com pouca objetividade em sua ênfase devido a um bamboleio freqüente.
Massuh enumera alguns:
-A técnica; proveniente dos meios e recursos, direcionando o homem a realizações objetivas, com a necessidade de permanente atualização e trocas constantes em sua evolução, com possibilidade de perda de valores.
-O saber instrumental (meios) deslocado aos fins e valores. Ou seja, devem ser utilizados por e para fins específicos pelo homem, com cautela, para não incorrer no empobrecimento do ser humano. O uso dos meios é instrumento da técnica e por si só, um emprego para favorecer o homem.
-O sentido histórico; seria permitida uma estimulação direcionada aos objetivos plenamente justificados?
-A globalização é sempre saudável ao homem?Há perigo na interpretação de sua uniformidade?
-A democracia é importante por seus conceitos e praticabilidade que tornam compatíveis o desenvolvimento econômico como os direitos humanos. Está inclusa na praxes humana.
-A implosão soviética, queda de um sistema fundado na arbitrariedade e terror, vem interferir, contribuindo também para a implosão ocidental pelo reflexo do impacto. As idéias radicais na prática comum do homem são um contraste impossível. É o encarceramento do homem em seus próprios conceitos.
-As mudanças na natureza: as resultantes das Revoluções, destacando-se o Maio francês de 1968 e outras pequenas, mostram a evidência confirmada da perda do imediatismo e seus reflexos no presente. O autor fala que ´hoje já se sabe que é um desatino obter respostas com respaldo científico ou filosófico´.
Ë certo não deixarmos a disciplina específica do conhecimento ainda que o homem siga invadido por visões catastróficas e emoldurado, buscando o imediatismo do distante.
Na realidade, a abordagem do autor caminha para a avaliação e demonstração de um perfil de uma civilização com cara e contracara com a impressão de marcha à deriva. Induz à necessidade de continuidade refletida na busca de armas para reiniciar o caminho como permanente aventura.
Na prática enfocamos uma visão da técnica e o homem refletida nas características individuais e profissionais nas áreas de predomínio do saber técnico, humanístico ou que mesclem os dois. A abordagem possibilita classificar e direcionar o caminho. Temos como Ter uma visão do que seria a influência da ética ou da moral.
Surgem questões:
1-Quais as características reais de uma profissão?
2-Podemos enfocar uma visão histórica na profissão como justificativa de ações atuais?
3-A técnica é a via mais segura do melhoramento humano?Qual a interferência da Rede de Informática sua perspectiva e gerenciamento pelo homem e profissional?Pode haver perda do conteúdo humanístico?
4-Quais são as metas do saber técnico e humanístico nas profissões?Há como estabelecer comparação entre sua área e as outras?
5-Qual é o ponto de vista em relação à interferência da técnica em valores tradicionalmente manifestados na arte, religião, letras, filosofia e ciências humanas?
6-Quais são as diferenças entre o saber operativo e humanístico?
7-Como seriam as relações ação e contemplação x saber técnico e humanístico?
8-Qual seria o reflexo da inovação e tradição no progresso e estabilidade da sua profissão?
9-Qual é a sua visão da fetichização da técnica?Como pode ser descrita a técnica como instrumento em termos práticos?
10-Quais as influências do saber humanístico na técnica pelo caminho da inovação tecnológica. Há possibilidade de equilíbrio e ritmo?Como seria?Quais são os perigos?
11-Qual seria a interpretação filosófica deste processo e seu reflexo na perda do imediatismo?
12-Qual deve ser o maior vínculo da técnica em sua razão?
Segundo os profissionais entrevistados, o advento da tecnologia e a inclusão da rede de Informática são responsáveis pelo desenvolvimento. Porém é necessária uma visão real e separar os benefícios e malefícios. Citam pessoas idosas com alguma dificuldade de viver toda a evolução. Outras tornam a internet um instrumento de lazer, informação e terapia ocupacional. Alguns profissionais de saúde citam a perda do sentido de unidade de atendimento, com maior reflexo na clínica e formação de profissionais. Esta situação pode ocorrer por sua velocidade de crescimento, gerando necessidade de adaptações com dificuldades por seu custo e manutenção.
Foi citado que na medicina e outras áreas em geral, pode haver um exclusivo direcionamento à internet, com tendência formal à especialização. Então o homem poderia ser septado, com prejuízo na ação terapêutica . Na realidade, a ação do saber técnico deve sempre estar presente na contemplação do saber humanístico. É sabido que a Saúde a Medicina não podem prescindir disto, quando seu objetivo é a resolução do homem como um todo nas várias áreas. A idolatria da técnica pode levar à deturpação dos objetivos na busca de respostas econômicas. Podem ocorrer também diferenças no acesso dos homens aos recursos técnicos e sua interpretação. A técnica pode ser para o bem e o mal. O homem escraviza a técnica e vice-versa. A propri pesquisa científica é histórica por si só. Em uma visão antropológica podem ser observadas sociedades sem recursos tecnológicos, cujo desenvolvimento não foi homogêneo, tornando-se inclusive atrasadas.
Até a modernidade, o homem não produziu técnicas poderosas com o domínio de crenças e da religião por vários séculos. Hoje, mesmo com o crescimento, são verificadas situações freqüentes de busca da religião e seu estabelecimento como recurso de gerenciamento. Seria este fato, na verdade, a justificativa de um retorno ao foro íntimo?
São as idéias que orientam o emprego da tecnologia. O arquiteto Luis Roberto Souza cita Mumford em sua tese a respeito das relações presentes na concepção da produção. Em ” Drama de la Maquina”, escreve que “ si es nuestro deseo tener una clara noción acerca de la máquina, devemos pensar en sus orígenes no solamente las psicológicas como las prácticas; y de manera análoga ,devemos valorizar sus resultados estéticos y éticos´. Fica estabelecido aí o vínculo entre a técnica e o homem, presente em todas as áreas, com o objetivo do bem estar em todos os processos terapêuticos ou não que levem à satisfação bio-psico-social. Pode haver, portanto equilíbrio e ritmo na elaboração do raciocínio. O homem retorna com freqüência aos fundamentos na sua elaboração, em busca de respostas. Estas são mostradas na evolução, assim como a sua intervenção nas ações.
Estas questões possibilitam a comparação da visão de tipos de profissões e sua ação no crescimento do homem e do que o rodeia. É nesta análise que poderemos evoluir na busca de um consenso objetivo e justo em sua essência ,tirando melhor proveito do ´tempo que passa´ sem debilitar a atenção exigida pelo ´tempo de espera ´.
Torna-se saudável e imprescindível a associação de recursos tecnológicos e o uso da Internet associado. Acredito na idéia do autor a respeito de que ´é preciso escolher ‘. Vivemos um ciclo, porém é preciso recobrar o imediatismo, o sentimento e a experiência interna, o contato direto e vencer o abismo desconhecido, reconhecendo o próximo. Nos encontros frente a frente, podemos acrescentar experiência e crescimento no caudal da vida. É preponderante afirmar que à cada manhã, o ar e o céu vislumbram um novo começo.
Autora de la reseña: Beatriz Brandão (Brasil/INCA-HSE/MS)